O governo do Estado vai à Assembléia Legislativa explicar a mensagem encaminhada pela vice-governadora Emília Belinati no último dia 10 de junho, durante uma de suas interinidades, pedindo autorização para o Poder Executivo ‘‘contratar financiamentos junto à União’’, na ordem de US$ 152,9 milhões, ‘‘destinados à liquidação de compromissos originados de empréstimos obtidos junto a credores estrangeiros, de responsabilidade da administração direta’’. O anúncio foi feito ontem pelo líder do governo na Assembléia, Valdir Rossoni (PDT).
O deputado tinha uma reunião agendada para o início da noite com o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, para acertar quem do governo vai aos parlamentares detalhar o pedido, já aprovado em primeira discussão e que causou polêmica entre os deputados de oposição que acusam o governo querer o dinheiro para cobrir ‘furos’ da atual administração. ‘‘Vamos explicar de uma vez que não estamos fazendo novas dívidas e sim cobrindo um rombo deixado pelo governo anterior (Roberto Requião)’’, acusa.
A vinda de um representante da Fazenda, que pode ocorrer ainda nesta semana, foi forçada pelo requerimento do deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), aprovado ontem em plenário. O peemedebista afirma que o texto da mensagem é ‘‘dúbio’’ e pede informações técnicas como quem são os credores do Estado, os termos dos contratos, e quais as dívidas vencidas e vincendas no Bird (Banco Mundial) e no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). ‘‘Ele terá tudo o que quiser’’, promete Rossoni.
O líder do governo diz ainda que o empréstimo não passa de uma rolagem de dívida. ‘‘Na verdade, esta mensagem, transformada em projeto de lei, apenas regulamenta uma transação que já ocorreu, ou seja, a União assumiu as dívidas do Estado junto aos bancos privados estrangeiros, passando a ser o único credor do Paraná. Não haverá repasse de dinheiro e sim apenas uma regulamentação da transação’’, explica. (L.D.)

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