Brasília - O governo federal deverá abrir mão da urgência na votação do projeto que modifica a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir a aprovação, em uma semana, da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado.
‘‘Neste momento, a CPMF é mais urgente que a CLT’’, disse o líder do governo no Senado, Artur da Távola (RJ). Por sugestão dos partidos governistas e de oposição, o governo deverá retirar o pedido de urgência para votação do projeto que flexibiliza a CLT.
Líderes governistas já identificaram que senadores da base governista, especialmente do PMDB e do PFL, aliados à oposição criarão dificuldades para votar as mudanças na CLT. O prazo para votação do projeto no Senado vence no próximo dia 26 de março. Sem urgência, o projeto perde prioridade para votação.
Se a urgência for retirada pelo governo, os partidos de oposição concordarão com a redução de prazos para votação da CPMF no Senado, em dois turnos. A dificuldade dos governistas é convencer o ministro Francisco Dornelles (Trabalho) a aceitar o acordo.
Até as 19h30 de ontem, os deputados não tinham votado em primeiro turno a prorrogação da CPMF.

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