Governo traça mapa das eleições no Estado
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quarta-feira, 21 de julho de 2004
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, tem em mãos um levantamento recém-fabricado por sua equipe sobre o panorama eleitoral nos 399 municípios do Estado. A Casa Civil é encarregada do meio de campo político do governo, e preparou o documento para controle interno. O material será útil nos próximos meses, pois tanto o governador Roberto Requião (PMDB) quanto os secretários de Estado podem participar da campanha, desde que seja fora do horário de expediente ou nos finais de semana, para não desrespeitar a legislação eleitoral.
O raio-x dos candidatos a prefeito são 1.100 chapas majoritárias tem 97 páginas e levou cerca de duas semanas para ficar pronto, o que incluiu visitas a algumas cidades por parte dos integrantes da Coordenação Política da Casa Civil. A listagem traz o nome de todos os candidatos, por município, e os respectivos partidos ou coligações. Pelo menos por enquanto, segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil, ainda não foi analisado quantos e quais candidatos são aliados do governo e quais são adversários.
No Sudoeste região de Caíto Quintana, que é de Planalto (106 km a oeste de Francisco Beltrão) , dos 42 municípios, em 30 o PMDB do governador Roberto Requião tem candidato a prefeito. E em outros 11 tem candidato a vice.
Segundo sua assessoria, Requião pode participar eventualmente de algum evento promovido por candidato aliado, mas não tem uma agenda política definida para esta eleição. O governador, porém, já avisou que não quer saber de programas de governo como o Leite das Crianças sendo explorados de forma eleitoreira, nem de uso da máquina, pois isso é proibido por lei. Caíto Quintana não considera inconveniente a participação do governador ou de secretários na campanha, desde que fora do horário de expediente.
Para o chefe da Casa Civil, as ações administrativas devem ser separadas das ações de campanha. Grupos aliados ao Palácio Iguaçu lançaram candidatos nos principais colégios eleitorais do Estado. Em Curitiba, o candidato é Ângelo Vanhoni (PT), ex-líder do governo na Assembléia Legislativa, que disputa a vaga de Cassio Taniguchi (PFL) com outros 12 candidatos. Em Londrina, onde oito disputam o Executivo municipal, a candidata que conta com o apoio oficial do governador é a deputada estadual Elza Correia, do PMDB. Porém, Nedson Micheleti, do PT, que busca a reeleição, também pertence ao grupo que hoje detém o poder estadual. O PT apoiou Requião, em 2002.
O secretário da Educação, Maurício Requião, irmão do governador, é um dos mentores da campanha de Vanhoni. Maurício, porém, não abre mão da pasta e não aceita o título de coordenador-geral da campanha. Dentro do comitê, ficou acertado que ele não assumirá funções executivas, deixando isso a cargo de outras pessoas. Dessa forma, ele não precisa se licenciar. O artigo 73 da Lei 9.504/97, inciso terceiro, proíbe que servidores públicos sejam cedidos ou usem seus serviços para comitês de campanha eleitoral, durante horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado.
Além do levantamento sobre os prefeitos, a Casa Civil prepara uma lista de candidatos a vereador, ainda sem data para ser concluída.


