Governo tenta fortalecer entidade aliada
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Luciana Nunes Leale Vera Rosa<BR>Agência Estado 
Brasília - Convencido da importância de um bom relacionamento com os prefeitos, possíveis aliados da ministra Dilma Rousseff na disputa presidencial de 2010, o Palácio do Planalto começou um movimento para fortalecer a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e, ao mesmo tempo, desidratar o poder do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, um peemedebista que não é considerado tão aliado assim pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O plano governista é inflar a nova administração do prefeito de Vitória, João Coser (PT), que na quinta-feira, dia 16, assume o comando da frente de prefeitos. Amigo de Lula, Coser ocupará a presidência da FNP em substituição ao ex-prefeito de Recife João Paulo Lima e Silva -também do PT -, que, por sua vez, entrou na vaga do petista Marcelo Déda, hoje governador de Sergipe. Na mesma quinta-feira, Coser e João Paulo serão recebidos pelo presidente Lula.
Embora tenha entre seus contribuintes municípios de todos os portes, a confederação é mais próxima das pequenas prefeituras. A frente representa principalmente capitais e cidades das regiões metropolitanas. João Paulo procura minimizar a proximidade do presidente com a FNP e garante total autonomia em relação ao governo. ''Mesmo sendo aliada, a frente é suprapartidária e independente'', diz o ex-prefeito de Recife. Na prática, porém, a distância entre o governo e a confederação é flagrante.
Ziulkoski evita reclamações em público por causa da atenção especial dada à frente de prefeitos, mas reconhece que não tem interlocutores no governo e costuma brincar com correligionários que não é ''muito querido'' no primeiro escalão. ''Acertei com o presidente Lula, na marcha dos prefeitos do ano passado, que ele iria nos receber a cada três meses. Infelizmente esses encontros não aconteceram, não sei por que motivo'', diz Ziulkoski.


