Brasília - O governo se desdobrava até o início da noite de ontem em duas frentes para tentar reunir condições de concluir hoje a votação em primeiro turno da reforma tributária na Câmara. Paralelamente ao esforço de tentar assegurar a presença de deputados em Brasília em uma segunda-feira - dia em que normalmente não há quórum suficiente -, líderes da base aliada ao Planalto buscavam fechar um acordo com o PFL para que o partido abandonasse a obstrução ao processo de votação.
Tentava-se quórum na noite de ontem para votar duas medidas provisórias que obstruem a pauta e liberar o caminho para a reforma tributária, que teve seu texto-base aprovado no último dia 4. Às 19h15, 211 deputados haviam chegado à Câmara, 46 a menos do que o mínimo necessário para deliberação, que é 257.
O acordo com o PFL era necessário para que não houvesse risco de atraso no cronograma de votação em decorrência das manobras regimentais de obstrução.
Os pefelistas querem que as empresas que receberam benefícios fiscais dos Estados onde estão instaladas sejam excluídas do ponto da reforma que prevê a transferência de parte da arrecadação do ICMS do local de origem das mercadorias para o local de destino.

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