Governo tenta acelerar CPMF no Senado
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quarta-feira, 20 de março de 2002
Rosa Costa Agência Estado 
Brasília - Apesar da resistência do PFL, o governo tem trunfos para impedir que se arraste no Senado a votação da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 31 de dezembro de 2004. A articulação será comandada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Trata-se basicamente de mostrar ao partido que a queda-de-braço prejudicará 13 dos 17 senadores da bancada que disputarão eleição em outubro. Se a má vontade persistir, segundo um assessor do Palácio do Planalto, eles serão atingidos pela retenção de verbas do Orçamento que já deveriam ter sido liberadas.
Outra saída é mostrar que o PFL está isolado e que a aprovação da matéria, por um mínimo de 49 votos, pode ser assegurada pelos 60 senadores que não estão envolvidos na crise que afastou os pefelistas do governo. Três senadores do PMDB são excluídos dessa conta. São eles José Sarney (PMDB-AP), pai da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e seus aliados João Alberto (PMDB-MA) e Gilvan Borges (PMDB-AP). O partido sabe o risco que correrá se continuar se isolando às vésperas da campanha eleitoral, alerta um parlamentar.


