Governo tenta acabar com denúncias
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domingo, 11 de março de 2001
Agência Estado De Brasília 
O governo tentará pôr um ponto final, nesta semana, em dois temas que são fontes de problema para o presidente Fernando Henrique Cardoso: a reforma ministerial e as denúncias contra integrantes do Executivo. O Planalto aposta na acomodação dos aliados, sobretudo depois da posse dos dois novos ministros pefelistas, marcada para amanhã.
É preciso sair do bate-boca e entrar em assuntos concretos, defende o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Segundo ele, a prioridade, no momento, será a retomada das votações no Congresso, como a conclusão das reformas previdenciária e administrativa. Na sua opinião, com as indicações dos novos ministros de Minas e Energia, José Jorge, e da Previdência, Roberto Brant, a reforma ministerial chega ao fim.
A idéia do Planalto é deixar para o início de 2002 uma ampla reforma ministerial, constituindo uma nova equipe para terminar os últimos meses do governo. Como vários ministros políticos precisarão deixar os cargos até abril para disputar um mandato nas eleições de 2002, a expectativa é de que haja uma mudança significativa do primeiro escalão.
Apesar desse cronograma, problemas no PMDB poderão forçar o presidente a fazer uma mudança pontual até o fim do ano. Com a perspectiva de o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deixar o PMDB até setembro caso não consiga a indicação do partido para disputar o governo do Rio Grande do Norte o comando da legenda cogita substituir o titular da pasta por outro peemedebista.
Além disso, Bezerra e o senador Ronaldo Cunha Lima (PB) estão negociando uma saída conjunta, em setembro, de um grupo da Paraíba e do RN para o PSDB. Com isso, Bezerra tentará negociar diretamente com FHC a permanência no governo até 2002. A manutenção dele, no entanto, exigiria do presidente uma nova ginástica política para compensar o PMDB com outro ministério.


