Governo tem dificuldade para reconduzir Delazari ao cargo
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Leandro Donatti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Luiz Fernando Delazari não volta mais para a Secretaria de Estado da Segurança Pública, apostam nos bastidores adversários do governador Roberto Requião (PMDB) e gente ligada ao próprio governo. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) estaria encontrando dificuldades para embasar um recurso judicial questionando a liminar concedida pelo desembargador Leonardo Lustosa, durante a semana.
O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, que ontem estava em Brasília, disse que deverá entrar com o recurso no início da semana que vem, provavelmente, na segunda-feira, ou seja quase uma semana depois que saiu a liminar. A PGE, segundo ele, ainda não decidiu em que instância a medida deverá ser ajuizada se no próprio Tribunal de Justiça (TJ), que concedeu a liminar, ou em esfera superior.
Em nota encaminhada, ontem, o autor da ação popular que resultou no afastamento de Delazari, o ex-secretário de Governo de Jaime Lerner (PFL) José Cid Campêlo Filho garantiu que, por se tratar de matéria constitucional, só cabe recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Campêlo questiona a legalidade da nomeação de Delazari no governo, argumentado que membros do MP não podem exercer outras funções que não sejam no magistério.
Marco Antônio Berberi, o diretor-geral que assumiu interinamente a pasta, tende a ser efetivado, já que Requião não manifestou interesse em voltar a acumular a pasta, como o fez nos primeiros cinco meses de governo. Para ganhar tempo e decidir se volta ou não para o Ministério Público, ao qual ainda está vinculado legalmente, Delazari pediu férias de um mês e foi atendido.
A Folha tentou ouvir Berberi, mas a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança informou que ele não daria entrevistas, pois sua permanência no cargo de secretário seria provisória.
Enquanto Berberi assume expedientes burocráticos dentro da Secretaria, o que se vê de prático são ainda determinações de Delazari, anteriores ao seu afastamento. Ontem, a Secretaria de Segurança Pública iniciou um trabalho de remoção de presos condenados pela Justiça, que estão encarcerados em oito distritos policiais de Curitiba cinco deles interditados pela Justiça. (Colaborou Andréa Lombardo)


