Governo sério não foge de CPI, diz Requião
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quinta-feira, 26 de maio de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Representantes do PT e do PMDB em Londrina e no Estado garantiram ontem que decisões recentes das respectivas executivas nacionais não afetarão as conversas para um pacto em 2006. A posição foi defendida um dia depois de aprovada em Brasília a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar denúncias de corrupção nos Correios. Apesar do tom minimizador, em sua breve passagem por Londrina o governador Roberto Requião (PMDB) fez algumas críticas ao governo federal, que até o último momento tentou retirar assinaturas que pediam a abertura da CPI.
''Governo que não tem medo do que faz e tem certeza da sua seriedade não foge de CPI. Isso tinha que ser feito todo dia que surgir alguma dúvida, não sei por que temer tanto'', declarou. Sem citar nomes, Requião também reclamou dos deputados federais paranaenses que teriam cedido ao assédio do Governo e desistido da Comissão. ''Isso é muito feio. Eu, no lugar deles, teria assinado. Nunca vou impedir uma CPI'', completou. Em seguida, o peemedebista aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou o tom da reclamação e avaliou: ''Não posso imaginar o Lula envolvido em falcatrua, isso é algo que não passa pela cabeça de ninguém no Brasil. Portanto, ele deve é favorecer as CPIs, não evitá-las''.
O governador não quis dizer se a posição do PMDB em Brasília base aliada de Lula, mas favorável à CPI dos Correios afeta os planos para 2006. ''O PMDB tem um diretório nacional que ainda fará sua convenção. E isso é só para o ano que vem'', desconversou.
Também presente ao lançamento do programa Paraná em Ação, o prefeito Nedson Micheleti (PT) admitiu que o partido não trabalha com possíveis nomes dentro da sigla, para o Palácio Iguaçu. ''Até podemos lançar candidatura petista e apoiar Requião no segundo turno, como também podemos juntar já no primeiro turno. Depende do PMDB nacional em relação ao Lula, mas o posicinamento de ontem (quarta, sobre a CPI) é muito pontual, não vai atrapalhar as conversas aqui'', comentou.
Outro peemedebista, o secretário estadual do Meio Ambinete, Luz Eduardo Cheida, não adotou discurso muito diferente do de Nedson. ''Somos aliados do PT, mas um pouco diferente do que tem sido o PMDB nacional, um verdadeiro barganhador de cargo'', acusou. Para Cheida, termos como ''barganha'' e ''fisiologismo'' definem hoje a postura de ''alguns líderes do PMDB''. No entanto, o secretário fez questão de ressalvar que ''aqui no Paraná as coisas são um pouco diferentes''.


