Governo se desvincula de denúncias de corrupção
Brasília - As denúncias de corrupção, lembradas por 35% dos entrevistados na pesquisa CNI/Ibope, não se relacionam diretamente com o governo de Dilma Rousseff. A afirmação é do gerente executivo de Pesquisas da Confederação Nacional da Indústria, Renato Fonseca.
Segundo ele, a lembrança de 10% dos participantes da Operação Porto Seguro, ação da Polícia Federal que indiciou a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha, não teve grande impacto na confiança da presidente. ''Talvez pela resposta rápida da demissão dos envolvidos'', disse em entrevista à imprensa. A confiança da presidente Dilma Rousseff, entre o levantamento atual e o anterior, permaneceu estável em 73%.
Educação, saúde e segurança
O governo precisa melhorar saúde, educação e segurança se quiser aumentar sua popularidade. Na análise do economista, apesar da piora desses indicadores, não houve deterioração da avaliação geral do governo Dilma. ''Saúde, segurança e educação têm uma divisão entre os três níveis do governo. A população está mais próxima do nível municipal, e as eleições trouxeram essas discussões mais vivas, afetando a evolução dessas variáveis.''
Conforme a pesquisa CNI/Ibope, a reprovação da população em relação ao governo Dilma aumentou nessas áreas em dezembro na comparação com setembro, último levantamento. No caso de saúde, a reprovação pulou de 65% para 74%. A educação saiu de 51% para 56% e a segurança pública, de 57% para 68%. (A.E.)





