Curitiba - As estradas esburacadas do Paraná serão prioridade nos próximos meses. Durante a reunião de secretariado, ontem pela manhã, o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou que a pasta dos Transportes, comandada por Waldyr Pugliesi, vai receber uma injeção extra de recursos ainda este ano. O governador não especificou o montante, ainda a ser estipulado. No entanto, para que a malha viária seja recuperada, outras pastas ficarão com menos recursos. A Secretaria do Planejamento está encarregada de analisar os valores disponíveis para cada secretaria e garantir dinheiro para a recuperação das estradas. De acordo com o vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, serão cortados cerca de 30% das despesas para custeio.
Atualmente, 38,3% das estradas no Paraná estão em condição ruim ou péssima, conforme levantamento dos Transportes. Em boas condições estão 34,2%. A meta, de acordo com o governador, é terminar o governo, em 2006, com 74% das rodovias em boas condições. Requião lembrou que já foram recuperados 7 mil quilômetros com a operação tapa-buracos. Mas são necessários outros reparos urgentes, caso contrário parte das rodovias terá que ser reconstruída o que sairá bem mais caro. Cerca de 4 mil quilômetros precisam de obras de recuperação ou manutenção. Em linhas gerais, os programas de Requião vão priorizar as áreas de saúde, educação, segurança pública e transportes. Os objetivos são melhorar as condições de vida da população em áreas deprimidas, combater o desemprego e reduzir a exclusão social.
Os técnicos do governo estão debruçados sobre o orçamento do ano que vem, que será encaminhado à Assembléia Legislativa até 30 de setembro. Como o orçamento deste ano foi costurado para o sucessor pelo governo Jaime Lerner (PFL), em 2004 o governo Requião terá a oportunidade de adequar com maior liberdade os gastos e investimentos a seus programas.
Na última quinta-feira, o governador recebeu da secretária de Planejamento, Eleonora Fruet, o plano geral de governo para os anos de 2003 a 2006. O plano é resultado da avaliação de dados do orçamento do Estado para os próximos quatro anos e do Plano Plurianual (PPA), que está definindo os principais investimentos públicos nos próximos anos.

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