O ex-governador Roberto Requião (PMDB) deixou o cargo no último dia 1º, após sete anos de mandato, sem cumprir duas das principais promessas da campanha de reeleição: vias alternativas ao pedágio, chamadas de ‘‘Estradas da Liberdade’’ e a solução para a segurança pública no Estado.
  As prometidas ‘‘Estradas da Liberdade’’ permitiriam aos paranaenses trafegar em rodovias bem conservadas, em pelo menos cinco eixos rodoviários ligando todas as regiões do Estado, sem pagar pedágio. Mas a promessa não passou de um rompante governamental. Na velha Estrada do Cerne, por exemplo, trechos mais longos e até sem asfalto e com atoleiros tornam inviável a fuga do pedágio na rota proposta pelo governo.
  O caos na segurança pública é outra herança deixada por Requião – agora candidato ao Senado Federal – ao próximo governador. Dados do ‘‘Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil’’, produzido pelo Instituto Sangari no período 1997-2007, mostram que a cada três horas um paranaense morre vítima da violência. De acordo com a pesquisa, os assassinatos aumentaram na década pesquisada e derrubaram o Paraná da 17ªpara a 7ªposição entre as 27 unidades da federação.



Dados oficiais apontam que pelo menos três trechos estariam concluídos, mas a reportagem da FOLHA percorreu algumas dessas vias e verificou trechos ainda não pavimentados


A taxa de homicídio no Paraná é de 31,3 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes (ou 3.112 mortos em números absolutos em 2007)


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