Curitiba - O pagamento da data-base será retroativo a maio, numa parcela única de 6,49%. É o que diz a nova mensagem enviada ontem pelo governo do Paraná para a Asssembleia Legislativa (AL). O objetivo da administração Beto Richa (PSDB) é aprovar a medida imediatamente, para dissipar as dúvidas sobre a fidelidade dos deputados da base governista. O assunto chegará ao plenário em menos de 24 horas, pois os políticos aprovaram a transformação da sessão de hoje em comissão geral, seguida por reuniões extraordinárias.
Na semana passada, Ademar Traiano (PSDB) teve que tirar a matéria de votação apressadamente, depois que 17 membros da base governista somaram assinaturas aos sete deputados de oposição para derrubar o parcelamento da data-base. Na ocaisão, o líder do governo tucano na Assembleia prometeu uma reunião dos políticos com Beto na segunda-feira, quando eles discutiriam o pagamento da data-base em parcela única. O presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), endossou a proposta e a comunicou ao plenário.
A reunião dos deputados com o governador acabou remarcada para ontem à noite, após o envio da matéria para a Assembleia. Traiano comentou que seria a oportunidade correta de os governistas se queixarem para Beto, ao invés de obstruírem votações no plenário. ''São questões pontuais, às vezes relacionadas com o cenário pré-eleitoral. E a hora para dizer isso é agora'', amenizou Traiano. A nova mensagem estipula que o reajuste será pago no mês seguinte à sanção do governador. Se o trâmite for concluído nesta semana, pode ser pago em folha complementar no mês de junho. Caso contrário, só julho.
O impacto da proposta nas contas públicas é de R$ 68 milhões por mês. O pagamento em parcela única foi ''desaconselhado'' pelo secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB). Ele reiterou isso ontem à tarde, durante uma coletiva sobre as finanças do Paraná. ''A recomendação é ir devagar'', disse Hauly, para quem o pagamento em parcela única, se acontecesse, seria uma ''decisão política'' do governador. No final de abril, a administração se manteve acima do limite prudencial (46,55%) de gasto com pessoal, atingindo 47,68% do comprometimento da receita corrente líquida com essa despesa. Em dezembro de 2012, era de 46,67%.

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