Governo recua e desiste de votar reforma política
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terça-feira, 09 de março de 2004
Agência Estado 
Brasília - A reforma política não será mais votada este ano. Diante da reação dos aliados do PL, PTB e PP, que decidiram obstruir a pauta de votações da Câmara em protesto contra a reforma que lhes dificultaria a sobrevivência política, o PT e o governo recuaram. Bastou o anúncio da obstrução para que o líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), com o apoio do governo, derrubasse a urgência da reforma retirando sua assinatura do requerimento que garantia a tramitação acelerada da proposta. Além do PL, PTB e PP, os líderes contavam também com o apoio do PDT e PSL, contabilizando 152 deputados.
A despeito das dificuldades impostas pelas chamadas cláusulas de barreira, como a que vincula a sobrevivência da legenda à obtenção de pelo menos 2% dos votos em cada Estado, o discurso oficial ontem foi outro. Os líderes preferiram tratar de polêmicas como o financiamento público de campanha, considerado inaceitável, especialmente em tempos de denúncias de corrupção eleitoral.
O líder do PL Valdemar da Costa Neto diz que o assunto é sério demais para ser solucionado com a adoção de listas partidárias na escolha dos candidatos. ''O povo quer mesmo é votar em pessoas, e não em partidos''.


