Governo recua e cede às pressões do funcionalismo
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terça-feira, 11 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília O governo recuou e decidiu ceder em parte às reivindicações do funcionalismo no projeto de lei que fixa o teto para a aposentadoria dos futuros servidores públicos, hoje de R$ 1.561,00 (o mesmo válido para as aposentadorias do setor privado). A idéia é dar ao futuro servidor a informação de quanto será o valor da aposentadoria complementar, que será somada ao teto. Ontem também, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), voltou atrás e resolveu retirar da pauta de votação a emenda constitucional que prevê a regulamentação do Artigo 192, que trata do sistema financeiro, por várias leis complementares.
''Às vezes, se dá um passo atrás para se dar dois adiante. Por isso, recuei um pouquinho'', justificou João Paulo, afirmando que a emenda será apreciada ainda este mês. Ele confirmou que há uma negociação para tentar alterar o projeto de lei complementar 9 (PLC 9) que fixa o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje de R$ 1.561,00, para os futuros servidores públicos. ''Lógico que está se pensando em alguma coisa. Mas ninguém sabe ainda o que será.''


