Governo recua e adia de novo a votação
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terça-feira, 15 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
Os líderes aliados adiaram para hoje de manhã a votação, na Câmara dos Deputados, da emenda que prorroga o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) por dois anos e meio. Após três horas de indecisão e desentendimentos, os próprios governistas obstruíram a sessão sob o argumento de que os 477 deputados presentes não davam segurança de vitória ao governo. Tomamos uma decisão rápida porque queremos votar amanhã com 495 deputados em plenário, justificou o líder do governo, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA).
O adiamento foi produzido pela base aliada, que durante todo o dia trabalhara, nos bastidores, contra a emenda do FEF. Enquanto os líderes sustentavam um discurso em defesa do cumprimento do acordo com o governo que prevê uma reposição parcial das perdas dos municípios, seus liderados articulavam três alternativas que contrariam a área econômica: livrar todos os municípios do prejuízo anual que soma R$ 1,1 bilhão; aumentar o percentual da compensação financeira às prefeituras ou zerar as perdas dos pequenos municípios, na faixa inferior a 20 mil habitantes.
Só vamos acertar uma nova alternativa na boca-da-urna, porque tudo que surge antes soa como conquista seguida de novas reivindicações, resumiu o primeiro vice-líder do PMDB, Wagner Rossi (SP).
O que mereceu comemorações do bloco das oposições e dos prefeitos que fizeram lobby para poupar os municípios de qualquer prejuízo foi o adiamento da votação. Essa estratégia está certinha, observou o deputado Paulo Bernardo (PT-PR) ao prefeito de Panelas, Sérgio Miranda. O adiamento é que nos fortalece, emendou o prefeito.


