O governo federal quer unificar as ações de combate e investigação aos crimes envolvendo o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e os de origem fiscal dentro do programa de segurança pública que está sendo elaborado pelo Palácio do Planalto. Atualmente, estas ações são executadas, sem um ordenamento central, pela Polícia Federal, Receita Federal, Banco Central e Ministério da Defesa. A idéia é estender essa ação conjunta aos Estados, que, respeitada a autonomia de suas polícias, poderiam ter acesso a informações já obtidas na esfera federal.
O secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, explicou que os 30 itens divulgados hoje não são exatamente os que compõem o plano de segurança. Ele afirmou que os diversos ministérios ainda terão uma nova reunião na próxima semana, quando deverá ser concluído o programa a ser entregue ao presidente Fernando Henrique Cardoso.
Atualmente, o trabalho de repressão ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e aos crimes de origem fiscal é feito pelos orgãos federais quando tem abrangência internacional. Uma alternativa estudada pelo governo é estender essa apuração para os Estados, mas trabalhando em conjunto com as polícias locais.
Está praticamente definido que as Forças Armadas – principalmente o Exército – vão atuar em conjunto, quando for solicitado e em casos especiais, com a Polícia Federal nas fronteiras. Hoje, as Forças Armadas apenas atuam com apoio logístico. Até agora, os ministros que cuidam do programa e o próprio Planalto não sabem o destino da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

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