Governo quer tornar visível ações do PAC
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - A dois meses e meio das eleições municipais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem que os ministros dêem mais visibilidade às ações do governo federal. A intenção do presidente, segundo interlocutores, é mostrar à sociedade que a inflação não imobiliza o governo. Na prática, a ordem do presidente é que seus auxiliares diretos indiquem que há possibilidade para o otimismo e as ações estão sendo executadas.
Segundo interlocutores do presidente, Lula disse que a preocupação com a elevação da inflação tem diminuído e que essa é a tendência. Na reunião de coordenação política, realizada na manhã de hoje, o presidente teria afirmado que há uma desaceleração do processo inflacionário. Na conversa, ele teria destacado os projetos relativos a hidrelétricas e siderúrgicas.
Participaram da reunião de coordenação, realizada no Palácio do Planalto, os ministros Tarso Genro (Justiça), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda) e Luiz Dulci (Secretaria Geral). O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) não esteve presente porque está de férias.
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Lula determinou ainda que Tarso e Múcio elaborem em conjunto com o Congresso uma proposta de reforma política que seja consensual. A orientação de Lula é para que os ministros entrem em contato com os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).
Tarso e Múcio pretendem concluir uma proposta consensual até o final de agosto. A idéia dos ministros é ouvir os presidentes da Câmara, do Senado e também dos partidos políticos, além dos líderes das legendas. Segundo interlocutores, Lula foi claro ao determinar que a proposta não seja interpretada como um projeto isolado do governo.
Segundo interlocutores, na primeira etapa da reunião, Lula já teria afirmado que é necessário ''olhar para frente'' apesar de os senadores e deputados só voltarem ao ritmo de discussões e votações, após o encerramento do primeiro turno das eleições municipais.


