O governo quer encerrar as discussões em torno da venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O líder do governo, Durval Amaral (PFL), pretende fazer um acordo com a bancada de oposição para que os deputados contrários à privatização parem de apresentar projetos com o objetivo de barrar a venda. Amaral argumenta que o Regimento Interno da Casa impede que projetos semelhantes sejam votados na mesma sessão legislativa. ''A matéria já foi decidida'', disse, referindo-se ao projeto popular que impedia a venda da estatal de energia, derrubado no último dia 20.
A bancada de oposição, no entanto, não planeja desistir da briga, e garante que vai lutar até na Justiça contra a venda da estatal. Os deputados de oposição querem votar diversos projetos contrários à venda da Copel. Entre eles, a realização de um plebiscito para decidir se a empresa deve ser privatizada, e um que impede a venda do setor de geração de energia.
Aliados do governo não têm comparecido às sessões, enquanto a oposição vai em peso. A estratégia de esvaziar o plenário foi adotada por Durval Amaral para impedir que os adversários votem o pedido de transformação do plenário em comissão geral, para apreciar os projetos que tratam da Copel.
A sessão de ontem gerou polêmica. A oposição queria votar a transformação do plenário em comissão geral, mas os deputados da situação estavam ausentes. A sessão foi aberta e encerrada minutos depois. Amaral argumentou que apenas 10 deputados estavam no plenário, enquanto o quórum mínimo é de 18 parlamentares. No final da tarde, a sessão caiu por falta de quórum e não houve votação.
O deputado José Maria Ferreira (PSDB) disse que será pedido, na segunda-feira, regime de urgência para o projeto que institui o plebiscito. ''O que não podemos é fazer delongas'', resumiu Ferreira.

Notificação O PSC, presidido no Paraná pelo ex-secretário da Fazenda Giovani Gionédis, protocolou ontem na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma interpelação e notificação pedindo para que a agência suspenda a análise e a autorização de lançamento do edital de leilão da Copel até que o governo do Estado corrija as supostas distorções apontadas pelo partido no procedimento de venda, e que foram motivo de ofício encaminhado ao governador Jaime Lerner (PFL) na semana passada.

mockup