Governo quer base da reforma tributária aprovada até abril
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - Os líderes dos partidos que apoiam o governo no Congresso vão intensificar os esforços para aprovar o texto base da reforma tributária até abril. A ideia é que os pontos sem acordo sejam negociados via emendas - colocadas em votação em outra etapa de negociações.
Na quinta-feira passada o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), reuniu representantes de todos os partidos para discutir o assunto. Participaram líderes e vice-líderes da oposição e também da base aliada.
Fontana disse que o objetivo é votar a proposta em um mês, se não for possível, no máximo, em 60 dias. Durante a reunião, os líderes cobraram do relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PR-GO), que apresente na próxima semana os números sobre os eventuais impactos causados pelas relativas à cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Pelo texto de Mabel, o ICMS passará a ter uma alíquota federal e não será mais administrado pelos Estados, assim como passará a ser cobrado no destino ao invés de ser na origem, como ocorre atualmente. A proposta recebe críticas de vários governadores, inclusive de integrantes da base aliada, que alegam que perderão receita. Por isso, o relator disse que vai apresentar na próxima terça-feira os números estaduais.
Outra polêmica contida na proposta é a que sugere isentar do pagamento do ICMS os produtos da cesta básica. Também provoca controvérsia a incorporação do Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) no Imposto de Renda.
Apesar dos vários pontos ainda sem acordo, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que a proposta da reforma tributária será um dos itens prioritários da pauta da Casa. Mas ele defendeu que se busquem mecanismos para o consenso em relação às divergências. ''A reforma tributária não pode desagradar vários setores ao mesmo tempo'', disse ele, repetidas vezes.


