Governo quer barrar CPI sobre denúncias de ACM
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domingo, 05 de agosto de 2001
Das Agências<BR>De Brasília 
O governo vai trabalhar para impedir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a partir das novas denúncias feitas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). O governo não teme CPI, mas qual é o fato novo para justificá-la?, questionou o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP). É tudo generalizado, não tem nada concreto, é tudo rumor.
ACM ignorou as negociações do PFL com o governo e fez novas acusações à equipe do presidente Fernando Henrique Cardoso. Desta vez, os alvos foram o ministro da Saúde, José Serra, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo, Andrea Matarazzo, e o ex-diretor de Relações Internacionais do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira. Os dois ministros não quiseram se pronunciar sobre as declarações, publicadas em reportagem da revista Época desta semana.
Madeira lembrou que o PFL sempre foi contra a instalação de CPIs sem fatos determinados. Na sua avaliação, toda a movimentação de Antonio Carlos só tem uma razão: sua intenção de candidatar-se à presidência em 2002. Ele procura ficar na mídia para ver se consegue emplacar sua candidatura, se fortalecer junto à opinião pública. O presidente do Senado, Jáder Barbalho (PMDB-PA) também não se mostra muito incomodado com as novas denúncias.
No entanto, a oposição já está se movendo para iniciar uma investigação mais profunda. Os partidos de oposição se reúnem amanhã para definir estratégias. O deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ) promete levar um esboço de um novo pedido de CPI, mais amplo do que o requerimento que já está no Congresso.
O líder do PT no Senado, José Eduardo Dutra, distribuiu nota afirmando que pretende intensificar o trabalho de coletar assinaturas para uma CPI, e é apoiado em sua iniciativa pelos presidentes nacionais do PPS, senador Roberto Freire (PE) e do PT, deputado José Dirceu (SP).


