Os ‘‘bombeiros’’ dos partidos que compõem a coalizão governista devem entrar em campo nesta semana para apagar os focos de incêndio que estremeceram as relações entre os aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os desentendimentos entre os partidos da base governista não chegaram a contaminar as expectativas sobre a recuperação da economia, mas o governo não pretende correr riscos, pois o Congresso ainda precisa regulamentar pontos importantes das reformas previdenciária e administrativa.
O principal ponto de atrito entre os aliados deverá ser equacionado até amanhã, quando a Comissão Especial da Câmara que discutirá a reforma do Judiciário se reúnirá para escolher seu presidente.
O PFL e o PSDB disputam a relatoria da proposta de emenda constitucional e ameaçam o confronto. Os tucanos, apoiados pelos partidos de oposição, não aceitam que a reforma seja relatada pelo deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), que pertence ao grupo político do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães.
O PSDB quer indicar o deputado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para a relatoria. Uma terceira alternativa, que conta com a simpatia do PT, tem possibilidades de progredir nesta semana: Jairo Carneiro seria confirmado como relator, mas teria quatro auxiliares de outros partidos, inclusive do PT.

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