Curitiba - Os professores da rede estadual de ensino saíram satisfeitos ontem da reunião com representantes do governo, da Assembléia Legislativa, do Tribunal de Contas (TC) do Estado e do Ministério Público (MP) do Trabalho. O governo do Paraná se comprometeu a atender reivindicações da categoria, como a realização de concurso público para a contratação de novos docentes e a regularização da situação dos professores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O governo assinou um termo no qual se compromete a restabelecer o repouso semanal remunerado para os professores celetistas. ''A suspensão do pagamento fez com que os professores tivessem o salário reduzido em cerca de 16,66% na última folha de pagamento. Também conseguimos um compromisso do governo para que se acabe com as contratações temporárias, incluindo todos os professores no quadro próprio do Estado a partir de janeiro de 2005 (imposição do TCE, reforçada, ontem, pela inspetora de controle do órgão, Desireé do Rocio Vidal, na audiência pública)'', explicou o presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), José Lemos.
Apesar de terem suas reivindicações atendidas, os professores pretendem continuar pressionando os deputados para derrubar o veto do governador ao Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos. O artigo vetado previa o pagamento dos salários reajustados retroativos a fevereiro deste ano. O governo alega que o pagamento retroativo faria com que o Estado extrapolasse os limites fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com funcionalismo público.
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), que esteve na reunião, disse que os professores não pretendem abrir mão do reajuste retroativo. ''Houve um aumento da arrecadação, então há dinheiro para pagar o reajuste. Caso não haja negociação sobre esse ponto, o veto pode ser derrubado na Assembléia'', acredita Veneri.

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