Governo promete acalmar rebeldes
GRUPO DOS 21
Governo promete acalmar rebeldes
Mauro FrassonLerner com deputados da base aliada revoltada: promessa, sem garantias, de que irá estudar reivindicações de deputadosPara estancar a crise que se instalou em sua base aliada, o governador Jaime Lerner (PFL) comprometeu-se ontem a estudar as reivindicações apresentadas no final da tarde pelo Grupo dos 21, aliados do governo na Assembléia Legislativa do Paraná que se rebelaram por conta da crise financeira. Sem dar garantias de que vai colocar em prática os pedidos, Lerner disse que a sua equipe vai analisar a possibilidade de demissão de parte do quase 3 mil comissionados hoje mantidos pelo seu governo.
O governador sinalizou ainda não ver problemas na participação de deputados no Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal (Crafe), criado pelo governo para contenção de gastos públicos, nem na comissão que vai vender a Copel, segundo relato dos deputados que participaram da audiência.
Foi uma conversa demorada, mas bastante produtiva. Iniciamos um diálogo, disse ontem o líder do PPB, Tony Garcia, um dos principais líderes da rebelião dos 21 aliados que trombaram com o Palácio Iguaçu. Tony Garcia disse que hoje os líderes dos oito partidos aliados na Assembléia apresentam o resultado da reunião com Lerner para os demais deputados. A reunião de ontem era restrita aos líderes.
Depois disso, voltaremos a conversar com o governador na quarta ou na quinta-feira, depois dele voltar do Rio de Janeiro. Mas, desta vez, acompanhados do nosso líder do governo na Assembléia, sem intermediários, observou Garcia, em tom de ironia. O Grupo dos 21 estava ressentido pelo tratamento que vinha recebendo nos últimos dias pelo Palácio Iguaçu. Alguns deputados reclamavam de tratamento diferenciado.
A conversa demorou cerca de três horas. Lerner fez uma exposição detalhada das finanças do Paraná. O quadro, segundo os deputados, não é nada animador, porém Lerner afirmou que a situação estará sob controle a curto prazo. Achei até que foi tranquila demais. Todos mundo colocou seus problemas. Cada líder expôs a situação em suas bases e o governador ouviu, dispondo-se a solucionar os problemas, relatou à Folha o líder do governo, Valdir Rossoni. (L.D.)





