Brasília - O governo e sua base no Congresso mantêm o calendário de concluir a votação da reforma da Previdência, na Câmara, até o fim do mês. Amanhã, os deputados retomam a votação, após a batalha mais dura para manter o cronograma, na semana passada, quando os governistas aprovaram os dois temas mais polêmicos da reforma - a contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas do serviço público e o subteto dos magistrados estaduais, fixado em 90,25% do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Quatro destaques e duas emendas ainda estão pendentes. São eles: destaque do PFL que mantém o texto constitucional que garante a integralidade das pensões; destaque do PSDB que muda de 10 para 5 anos o tempo de exercício no cargo como pré-condição para a aposentadoria integral; dois destaques do PTB que suprimem partes do texto do relator restringindo o acúmulo de salários para efeito de aposentadoria; emenda que trata da regulamentação do pagamento de pensões; e emenda estabelecendo critérios diferentes para o cálculo da contribuição dos inativos do setor público nos estados e União.
A intenção do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), é concluir a votação da reforma da previdenciária, em primeiro turno, na quarta-feira. Neste caso, o segundo turno poderia se realizar no dia 20. O regimento prevê um prazo de cinco sessões entre a votação de uma emenda constitucional em primeiro e segundo turnos. Amanhã, a Câmara será convocada extraordinariamente para votar as medidas provisórias. ''Se conseguirmos votar a reforma da Previdência na quarta, votaremos o segundo turno dia 20, em sessão extraordinária'', afirmou.

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