Governo pretende aumentar contrato de locação da frota
O governo estadual vai intensificar a terceirização de sua frota de veículos. A informação foi repassada ontem pela secretária de Estado da Administração, Maria Elisa Paciornik. Hoje, o Estado mantém 800 contratos com a iniciativa privada, envolvendo cerca de 1.500 carros. O restante - 13.500 - é de propriedade do governo. Os gastos mensais só com as fornecedoras é de R$ 1,2 milhão, R$ 14,4 milhões ao ano.
A secretária aguarda um levantamento completo da frota atual para realizar um leilão dos carros fora de uso. Comprar veículos próprios não é vantagem porque há desgaste e necessidade de manutenções periódicas, justificou. Segundo ela, o que o governo precisa fazer é fechar bons contratos. Paciornik não quis avaliar os 800 contratos atuais. Mas, na semana passada, o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, admitiu que o Estado mantém contratos que trazem prejuízos aos cofres públicos.
A locação é muito mais interessante, porque há reposição dos veículos, defendeu Paciornik. Sobre os 43 Renault Clio e seis Toyotas Hilux que estão num depósito em Curitiba há cerca de um mês por não estarem legalizados, a secretária disse que Casa Civil estuda um mecanismo jurídico para revogar a lei aprovada pela Assembléia, há cerca de dois anos, que obriga o governo a comprar carros somente a álcool. Os veículos do depósito são a gasolina.
Para Paciornik, a lei é defasada já que a maioria das montadoras produz carros a gasolina. A Volks e a Fiat produzem carros a álcool, que pouco se encaixam nos nossos serviços, ponderou. A secretária não precisou quando a mexida na lei será encampada pelo Palácio Iguaçu. (L.D.)





