Curitiba - O governo do Estado e a Assembléia Legislativa estudam uma maneira de disponibilizar servidores contratados pelo Palácio Iguaçu para trabalhar junto aos deputados. A parceria ainda está em discussão, mas a idéia inicial é que cada deputado estadual tenha a sua disposição dois servidores pagos pelo Poder Executivo para auxiliar nos trabalhos parlamentares. Os dois funcionários somariam-se àqueles que já trabalham para os deputados, que recebem uma verba mensal de R$ 30 mil para a contratação de assessores.
De acordo com o líder do governo na Assembléia, Angelo Vanhoni (PT), os termos da parceria ainda estão sendo estabelecidos. ''A prática do governo ceder funcionários à Assembléia é recorrente. O que estamos buscando é uma maneira de disciplinar isso. Por exemplo, não poderiam ser transferidos servidores da área de segurança e educação. Também queremos que todos os deputados tenham acesso aos servidores, e não apenas os aliados da base governista'', explicou Vanhoni.
Para Vanhoni, atualmente há um déficit de pessoal, especialmente da área técnica, na Assembléia Legislativa. ''É só vermos o caso do Neivo Beraldin (PDT) que teve que contratar uma equipe extra de técnicos para trabalhar na CPI do Banestado. Precisamos realizar um concurso para a contratação de novos servidores, mas isso só deve ocorrer depois que for aprovado o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) na Casa'', afirmou.
Ainda não há uma data para a liberação dos servidores estaduais. A Folha tentou contato com o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, mas seu celular encontrava-se fora da área de serviço. Segundo a assesoria da Casa Civil, apenas os servidores que se encontram em disposição funcional (fora da área para que foram contratados) devem ser remanejados.
Nem todos os deputados pretendem utilizar a mão-de-obra extra oferecida pelo Palácio. Tadeu Veneri (PT) acredita que os funcionários poderiam ser mais úteis na administração estadual. ''O que acontece é que são servidores que acabam indo trabalhar na região de um deputado, prestando serviços lá que seriam de atribuição do Executivo. Não acredito que essa seja a função do Legislativo'', disse Veneri.

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