Curitiba - O pagamento da data-base aos servidores estaduais poderá ser parcelado em 2013. O governo do Paraná depende de uma forte alta na arrecadação do Estado para dar integralmente os 6,41% de aumento previstos pela legislação em vigor, caso contrário terá o aumento da despesa com pessoal limitado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O último dado público aponta que o Estado tinha, no final de 2012, 46,67% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) destinada ao funcionalismo, 0,12% acima do limite prudencial.
O parcelamento foi comunicado aos servidores no final de abril pela secretária de Estado da Administração e Previdência (Seap), Dinorah Nogara, e nesta quarta-feira, no Dia do Trabalho, Beto Richa (PSDB) confirmou que a administração estuda a ''melhor forma'' de cumprir com essa obrigação, caso o parcelamento ''seja necessário'' (50% e 50%, 40% e 60% ou 80% e 20% nos salários de maio e junho). Na lei estadual 15.512/2007, o então governador Roberto Requião (PMDB) estipulou que o reajuste seria concedido anualmente com base na variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Diante de protesto da presidente do Fórum de Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes, no início da semana, o deputado estadual Ademar Traiano (PSDB) disse que a questão ainda era avaliada pelo governo do Paraná. Fernandes disse para a FOLHA que os servidores não aceitam o parcelamento e pleiteiam aumento igual ao do salário mínimo regional (12,69%) mais 1% referente ao aumento da contribuição compulsória para a Paraná Previdência. ''Pelo menos o governo tem que cumprir a inflação'', diz Fernandes. O FES sugeriu a demissão de 20% dos comissionados para ''descomprimir'' a folha de pagamento e liberar o pagamento da data-base.
A questão deve ser debatida na Assembleia Legislativa (AL) semana que vem, pois os servidores planejam uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu na próxima terça-feira.

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