Curitiba - Acordo entre o governo do Paraná e o Ministério Público (MP) pode ''engordar'' o orçamento do órgão para 2014. FOLHA apurou que o relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na Assembleia Legislativa (AL), deputado estadual Élio Rusch (DEM), aguarda posicionamento de Beto Richa (PSDB) para alterar o valor do repasse obrigatório, hoje fixado em 4% do orçamento do Paraná. Nos bastidores, o aumento varia de 0,2% a 0,5%, confirmando a afirmação de Rusch que o valor ''ainda não estaria fechado''.
Essa indecisão seria apenas uma das razões que motivaram a prorrogação do prazo para os políticos apresentarem emendas ao projeto de LDO. O prazo terminaria hoje, mas será estendido até o próximo dia 28 de maio. Alguns parlamentares entendem que não há como encerrar o debate orçamentário sem antes discutir alguns pontos com o governador Beto Richa (PSDB), que só volta de viagem à Europa no dia 26. A prorrogação será pedida em requerimento assinado por Nereu Moura (PMDB), presidente da Comissão de Orçamento.
Na ''lista de pendências'', além do aumento do orçamento do MP, estaria o impasse criado pela retirada do Fundo de Participação dos Estados (FPE) da base de cálculo. Se o FPE não for considerado, o orçamento do Estado ''emagrece'' mais de R$ 1,8 bilhão. Já que o dinheiro destinado ao Tribunal de Justiça (TJ), Assembleia, Tribunal de Contas (TC) e MP é fixado em porcentuais desse montante, os órgãos ''perderiam'' mais de R$ 400 milhões com a iniciativa.
''Tudo tem que ser bem estudado'', ameniza Élio Rusch. Ele diz que o caso do MP é uma situação isolada (descartando aumentos para o TJ, AL ou TC). Se não houver aumento (ou inclusão do FPE no cálculo), projeta-se um orçamento pouco superior a R$ 550 milhões para o MP em 2014.

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