Brasília - O corte nas despesas do Orçamento federal de 2006 deverá ficar próximo de R$ 16 bilhões. Sem querer falar precisamente qual o valor, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR), admitiu ontem que o tradicional bloqueio realizado nos gastos ficará próximo do de 2005, que foi de R$ 15,9 bilhões. ‘‘Acho que é perto disso’’, disse. ‘‘Vou levar o número que nós temos ao presidente Lula’’, afirmou.
  O ministro afirmou que os cortes no Orçamento - que estava previsto para ser sancionado ontem por Lula - serão em volume suficiente para garantir o cumprimento da meta de superávit primário - economia para o pagamento de juros da dívida - de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB). ‘‘Será totalmente compatível com a meta’’.
  Segundo Bernardo, o anúncio do contingenciamento das despesas deverá ser feito hoje pela manhã. Já se sabe que os investimentos públicos, que na proposta aprovada pelo Congresso somam cerca de R$ 21 bilhões, serão os maiores afetados. Isto acontece tradicionalmente, porque a maior parte dos gastos orçamentários são obrigatórios, definidos na Constituição Federal.

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