O ministro do Planejamento, Antônio Kandir, espera contratar em 40 dias a consultoria que fará o desenho dos projetos da segunda etapa do programa Brasil em Ação, que começará a ser desenvolvida em 1999, num eventual segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso. ‘‘A partir deste estudo, montaremos uma nova família de projetos’’, disse ontem o ministro. Segundo ele, uma equipe de seis técnicos do governo está estudando as sete propostas apresentadas pelas consultorias na licitação aberta pelo ministério do Planejamento.
Para desenvolver o Brasil em Ação 2, o governo já definiu 12 eixos prioritários de desenvolvimento. Eles incluem novas interligações com o Mercosul, a hidrovia do rio Madeira, o corredor Araguaia-Tocantis e ferrovia de Carajás, entre outros. A intenção, explicou o ministro, é fazer um diagnóstico do potencial de desenvolvimento destes 12 eixos e apontar os gargalos que precisarão ser corrigidos pelo governo e as oportunidades de investimento para a iniciativa privada.
A intenção do governo, disse o ministro, é que o programa Brasil em Ação 2 siga o mesmo modelo da primeira etapa deste programa. ‘‘Com 0,5% do Orçamento Geral da União estamos provocando um investimento total de US$ 52 bilhões’’, observou. A participação privada em projetos de infra-estrutura está crescendo mesmo fora da área de atuação deste programa, ponderou Kandir.
A privatização em ferrovias e rodovias e nos setores portuário e elétrico já provocou investimentos privados de R$ 10,6 bilhões, disse o ministro. Deste total, R$ 7 bilhões são em energia elétrica, R$ 1,5 bilhão em portos e R$ 1,1 bilhão em recuperação de rodovias. Estes investimentos, disse ele, referem-se apenas a programas públicos que estavam parados e foram retomados seja com a lei de concessões, seja com a venda de companhias públicas.

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