Rio - O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome planeja para 2005 uma atualização cadastral de 4 milhões de beneficiários do programa de transferência de renda Bolsa-Família. O projeto faz parte dos plano de correção do Cadastro Único de pobres e indigentes, base de dados da qual são selecionados os beneficiários do Bolsa-Família.
  ‘‘É uma operação complexa, e não é para ter efeito de mídia’’, diz o diretor do Departamento de Cadastro Único da Secretaria de Renda e Cidadania do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Cláudio da Rocha Roquete.
  Se o plano for aprovado, cerca de 4 milhões de beneficiários, que em 2005 terão dois anos ou mais de posse dos cartões serão convocados para reconfirmar os dados. A partir daí, haverá um sistema permanente pelo qual os cartões perderão validade em dois anos, obrigando as famílias a revalidá-los pela atualização cadastral.
  Um trabalho de 2003 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em três Estados do Nordeste, mostrou que há muitos erros no Cadastro Único. O trabalho do Ipea, porém, não mostra qualquer relevância estatística em erros do cadastro que indicariam fraude.
  Roquete diz que foram cancelados 300 mil benefícios do Bolsa Família por duplicidade de benefícios ou contabilização de crianças em mais de uma família.

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