Governo paranaense não planeja demitir
O Governo do Paraná não dispensou nenhum funcionário, continua com todos os 2.100 cargos de confiança e não tem planos de demissão. Segundo o secretário de Administração Reinhold Stephanes Júnior, a folha sobe de 6% a 7% ao ano, mas a solução não é reduzir os 135 mil servidores do Estado. É um número compatível, argumenta. A alternativa tem sido aumentar a arrecadação, diminuir o teto salarial e estudar a implantação de um fundo de previdência. O objetivo do fundo é livrar o estados dos futuros inativos.
Da reforma, Stephanes Jr. espera maior liberdade para demitir ou valorizar os servidores, mas não se mostra muito preocupado. Ela não vai resolver todos os problemas da folha, afirma. No que concorda o secretário da Administração de Pernambuco, Dilson da Conti, outro cético com relação à mudança constitucional. Não dependemos da reforma para resolver nossa folha.
De acordo com ele, 30 mil servidores hoje poderiam ser demitidos se isso fosse necessário. Com esse contingente de instáveis (sic) não precisamos da reforma para demitir os estáveis, argumenta. Com o corte de cargos de confiança e funções gratificadas, o governo pernambucano economizou R$ 920 mil mensais. A imposição de um teto (R$ 6 mil) e a adoção de um PDV também ajudaram a reduzir as despesas. O peso da folha diminuiu de 84% para 74% da receita, mas ainda está bem acima do limite legal.
A quebra da estabilidade também é o que menos incomoda os estados maiores, mais interessados no estabelecimento de um teto salarial que inclua todas as vantagens pessoais. Nossa maior preocupação hoje é cortar custos com a diminuição do teto, tem afirmado o secretário da Administração de São Paulo, Fernando Carmona. No total, o governo paulista já dispensou 104 mil servidores, obteve a adesão de 14,8 mil no seu PDV e cortou 2 mil cargos de confiança. A folha caiu de 80% para 64% da receita e não se fala mais em demissões. (Agência Estado)





