Agência Estado
De Brasília
‘‘Ele foi indicado fragilizado, tomou sol e chuva e continuou sendo fritado pelo governo’’, disse ontem o líder do PT na Câmara, José Genoino (SP) sobre Élcio Álvares. ‘‘Foi uma queda inevitável’’, acrescentou. Genoino disse esperar que o presidente Fernando Henrique acerte com a escolha do substituto de Álvares, para tornar viável ‘‘a boa idéia’’ do Ministério da Defesa. Na interpretação de Genoino, a gestão de Élcio Álvares praticamente inexistiu.
O prefeito de Vitória, Luiz Paulo Velloso Lucaz (PSDB), foi enfático ao comentar a demissão do seu desafeto político Élcio Álvares: ‘‘Era uma situação insustentável para ele’’, disse. ‘‘Portanto, não foi nenhuma surpresa o desfecho desse lamentável episódio.’’
O líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), elogiou Élcio Álvares pelos ‘‘importantes serviços prestados ao País’’ e disse que sempre foi ‘‘uma pessoa correta e tem um comportamento ético acima de suspeitas’’, mas que as ‘‘circunstâncias políticas’’ o forçaram a se demitir. Segundo Madeira, o episódio da demissão e das acusações a Álvares foi ‘‘ruim’’ para a consolidação do Ministério da Defesa.
O líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), disse ontem que a presença de Élcio Álvares na Defesa estava servindo de instrumento para uma crise – a seu ver ‘‘artificial’’. ‘‘Nada mais justo do que ele se colocar à disposição do presidente, e isto só o enobrece’’, disse.
Para o líder tucano, a reforma estrutural das Forças Armadas, que está em andamento, deve prosseguir. ‘‘Esse é o maior objetivo e preocupação do governo’’, disse.
O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), disse não ter visto ‘‘nenhum escândalo’’ no episódio envolvendo Élcio Álvares. Mas admitiu que entre os militares havia um mal-estar pelo fato de o ministro da Defesa ser um civil. Segundo ele, Álvares ‘‘acabou sendo envolvido num turbilhão e ficou sem condições de se manter no cargo’’.

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