Governo negocia para atrair PMDB
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quinta-feira, 13 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília- O governo acusou o golpe da primeira derrota na Câmara e Senado na quarta-feira e agiu rápido para abafar uma rebelião no PMDB do Senado, que ameaçava proclamar sua independência em relação ao Palácio do Planalto. Sem conseguir destravar a pauta de votações do Congresso, o presidente nacional do PT, José Genoíno, e o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, pediram socorro ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para conter o partido na mesma quarta-feira à noite.
Em mais um lance da operação, Dirceu atravessou a Praça dos Três Poderes ontem à tarde e levou a Sarney a promessa de abrir espaço ao PMDB na formulação das políticas de governo. ''Este é um processo de aproximações sucessivas, mas agora as conversas aceleraram de novo e avançaram bastante'', contou Sarney depois de receber José Dirceu. ''O ministro me disse que o presidente da República vai pedir ao PMDB que participe das formulações das políticas'', insistiu o senador. Na mesma linha, Dirceu deixou a presidência do Senado afirmando que a proposta será consolidada até a próxima semana. Um alívio para o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).
Diante da pressão dos próprios liderados por uma definição e de boa parte da bancada da Câmara, que resiste à participação do partido no governo, Renan ameaçava subir à tribuna na semana que vem para anunciar que seu partido é independente e não aceitaria cargos no governo petista.


