Curitiba - A Secretaria Estadual de Transportes recusou ontem o pedido de reajuste das seis concessionárias de pedágio que atuam nas rodovias do Paraná O percentual solicitado pela Ecocataratas foi de 4,5% O aumento pedido pelas outras cinco empresas não foi divulgado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) nem pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) que deve se manifestar sobre o assunto só quando receber a resposta oficial do governo do Estado
O reajuste que as concessionárias pretendiam aplicar a partir de 1º de dezembro, depende da homologação do DER O secretário estadual de Transportes, Mário Stamm Jr , disse que o DER esperava redução nas tarifas e acredita que a questão agora seja tratada tecnicamente na Justiça
O DER anunciou ontem que haverá um decreto para criar uma comissão tripartite para aumentar o rigor na fiscalização das atividades das concessionárias, formada por representantes do governo, usuários e empresas, que irá acompanhar documentos - inclusive os custos - e a execução de obras
De acordo com Stamm, a decisão foi tomada depois de o Estado ter buscado o diálogo com as concessionárias e não ter obtido respostas com relação à necessidade de retificação de trechos, duplicações e implantação de outras obras como contornos e cruzamentos mais seguros
O secretário lembrou que a comissão tripartite existia no início da concessão do pedágio e que agora está sendo reimplantada Ele lembrou ainda que chamou as empresas em 9 de agosto para solicitar a redução tarifária e a antecipação do cronograma de investimentos em duplicações ''Demos um mês para as empresas apresentarem a resposta'', contou Segundo ele, as concessionárias teriam dito que, para isso, seria necessário haver a dilação do prazo da concessão que é de 24 anos Até agora, já foram completados 13 anos de atuação das concessionárias Depois disso, o diálogo parou
Hoje há cerca de 140 ações judiciais envolvendo as concessionárias e o governo O diretor-geral do DER, Miltom Podolaki, disse que o governo não concorda em homologar o reajuste porque considera as tarifas muito altas No ano passado, a média de reajuste foi de 1,5%

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