Governo não muda postura com relação à oferta de 3,5%
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O segundo dia de greve em Brasília aconteceu sem grandes alterações de números e com pouca perspectivas nos ministérios e no Congresso. Se, por um lado, as bases sindicais informam que as categorias estão aderindo ao movimento, por outro, a greve não conseguiu alterar, por enquanto, a postura do governo de conceder um reajuste de apenas 3,5%.
A única reunião oficial envolveu os servidores técnico-administrativos das universidades com o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, mas a resposta foi a mesma que vem sendo dita desde que a greve foi anunciada: ''Esse assunto refere-se ao Ministério do Planejamento.''
O mesmo impasse se abateu sobre os servidores do INSS. O coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), Vladimir Nepomuceno, visitou os deputados ontem em busca de apoio, mas só conseguiu promessas.
Existe a possibilidade de um encontro dos servidores da sa© úde na próxima semana com o ministro José Serra, mas os contatos com o Ministério da Previdência Social estão interrompidos. As mudanças mais significativas aconteceram no IBGE, que teve todos os cinco núcleos no Rio fechados, onde está localizada a maior parte dos servidores.
A Federação Nacional dos Servidores da Justiça Federal (Fenajufe) marcou para este fim de semana, em Brasília, uma plenária para decidir se adere ou não à greve.


