Governo não descarta contratações emergenciais
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sexta-feira, 01 de maio de 2009
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O vice-governador do Estado, Orlando Pessuti (PMDB), disse ontem que o governo estadual não descarta um possível ''plano emergencial'' para a contratação de trabalhadores demitidos devido à crise econômica, caso isso seja necessário. A afirmação foi feita durante uma entrevista coletiva no evento em comemoração ao Dia do Trabalhador, que reuniu 60 mil pessoas em Curitiba.
O vice-governador defendeu que a principal arma utilizada pelo governo do Estado para combater os efeitos da crise econômica seria medidas de política fiscal e tributária praticadas com o objetivo de evitar demissões. Ele afirmou também que não há previsão de cortes nos investimentos em obras programados e nem reduções previstas para a contratação de novos servidores. ''Em momento algum deixamos de contratar servidores para as nossas universidades, para as nossas escolas, estamos contratando também na polícia e levando adiante todo o nosso programa de obras no Estado do Paraná'', afirmou.
Apesar das declarações do vice-governador, o governador do Estado, Roberto Requião (PMDB) havia dito em entrevista à imprensa minutos antes que não há qualquer possibilidade de reajuste superior aos 6% já previstos para os servidores estaduais. De acordo com o governo do Estado, este seria o reajuste possível aos cofres públicos uma vez que a crise teria reduzido a arrecadação. O próprio governador teria afirmado, a época do anúncio do reajuste, que o objetivo seria que ''nenhum funcionário venha a perder um tostão do que está ganhando hoje'', ''mesmo com a crise'', e teria admitido que o momento econômico tornará o reajuste salarial ''mais complicado''.
O governador garantiu ontem que o aumento do salário mínimo regional em 14,9%, sancionado durante o evento, deverá estimular a economia do Estado. Os novos salários das categorias que não possuem acordo coletivo irá variar entre R$ 605 a R$ 630 e representaria um potencial impacto de R$ 754,4 mihões na economia do Estado.
''O trabalhador ganhando mais, ele compra mais, mexe com o comércio, com a indústria e, no fim, a geração de empregos se reestabelece na recriação do círculo virtuoso da economia'', defendeu o governador.
Ele negou que o aumento do piso regional possa trazer desemprego e sobrecarregar as empresas, ao garantir que as origens da crise estariam na ganância de empresários. ''A crise é do capital é consequência da irresponsabilidade e da ganância do capital, mas os trabalhadores não podem pagar por isso'', declarou.
Bandeiras
Para o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, os trabalhadores devem buscar alternativas para evitar o desemprego. ''Nós podemos fazer a diferença. Não podemos esperar que somente o governo do Estado e presidente da república busque alternativas para garantir o emprego'',
Ele disse que a principal meta do trabalhadores deve ser a organização. ''Neste ano são bandeiras diferentes, não são pela redução de jornada, não são por aumento de salários, são pela garantia de emprego''.


