O governador Beto Richa (PSDB) sancionou na semana passada a lei que altera a forma de custeio da Paranaprevidência. O polêmico projeto, que começou a tramitar na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná em fevereiro, enfrentou resistência dos servidores públicos estaduais, em especial dos professores. Depois da invasão da AL em fevereiro e da retirada de pauta com posterior reformulação do projeto, o presidente do Legislativo, Ademar Traiano (PSDB), conseguiu junto à Justiça proibir a presença dos professores e outros servidores durante a votação do último dia 29.
Enquanto dentro do Legislativo a base aliada de Beto Richa aprovava com ampla vantagem o projeto com 31 votos contra 20, no Centro Cívico a PM reprimia violentamente os professores e demais servidores com balas de borracha, cães e bombas de efeito moral que resultaram em mais de 200 feridos.
Com aprovação da lei, o governo conseguiu concretizar em três meses a transferência de 33,5 mil servidores inativos com 73 anos ou mais, que estão atualmente no Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário e reduziu em R$ 125 milhões por mês os gastos do Tesouro com o pagamento dos beneficiários. O Fundo Previdenciário, hoje com R$ 8,5 bilhões em caixa, pagava cerca de 14 mil aposentados e, com a mudança feita pelo governador, passará a bancar 47 mil aposentadorias.

Para tanto, mobilizou a Polícia Militar e montou um forte esquema de segurança para impedir o acesso dos manifestantes ao prédio da AL

O governo justificou a repressão dos policiais como uma reação aos black blocs supostamente infiltrados entre os manifestantes.

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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