Governo melhora proposta de reajuste para evitar greve
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Agência Folha 
Brasília - Para evitar uma greve geral do funcionalismo em todo do País, o governo federal, alegando novo excesso de arrecadação em março, resolveu melhorar a proposta de reajuste para os servidores públicos. Agora, 905.848 funcionários ativos e aposentados terão aumentos acima da inflação acumulada em 2003, que foi de 9,3%.
Outras categorias ainda negociam em separado o reajuste. No dia 30 de março, o governo já havia proposto reajustes salariais diferenciados acima da inflação para quase 600 mil funcionários. Naquele anúncio, os aposentados teriam reajustes menores, o que provocou irritação dos representantes dos servidores. Com uma greve inicialmente marcada para o próximo dia 18, o governo resolveu melhorar a proposta.
Com a nova proposta, os servidores aposentados, que estavam tendo reajustes em torno de 7% pelos números apresentados na semana passada, agora terão um mínimo de 9,5% e um máximo de 29,38%, dependendo da categoria. Segundo o ministro do Planejamento, Guido Mantega, para ganhar os reajustes cada categoria terá que assinar um acordo em separado com o governo. A medida facilita o esvaziamento da greve geral dos servidores, que deverá ser decidida no dia 18.
Os servidores da ativa, que estavam tendo um máximo de 29,38% pela proposta anterior, agora vão receber até 32,27% de reajuste. Um servidor do PCC (Plano de Cargos e Carreira), que ganha hoje de R$ 735,62 a R$ 1.911,79, passará a ganhar de R$ 910,48 a R$ 2.157,45 mensais. A categoria PCC, que reúne servidores da área administrativa, tem 393 mil pessoas.
A proposta apresentada na semana passada custava R$ 1,5 bilhão em 2004, sendo que o reajuste deverá ser efetivado a partir de maio. Agora, a conta vai aumentar cerca de R$ 500 milhões. Os reajustes anunciados atingem a maioria do total de 1,4 milhão de servidores públicos e serão concedidos aos servidores que ganham menos.


