Governo mantém diretor da Unioeste afastado
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
Mesmo após o Conselho Universitário (COU) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) ter decidido reconduzir Paulo Sérgio Wolff ao cargo de diretor do campus da Cascavel, o governo do Paraná mantém a resolução que determinou seu afastamento. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o reitor em exercício Wilson Iscuissati terá que acatar o afastamento.
Wolff foi afastado porque o Tribunal de Contas verificou irregularidades em sua administração. O afastamento dele deverá ser mantida até que a comissão de sindicância, instaurado na semana passada, apure as irregularidades. Não existe um prazo determinado para que a comissão conclua o trabalho, que poderá se estender por, no máximo, 90 dias.
Wolff esteve reunido na tarde de ontem com o reitor em exercício. Ele informou que antes de tomarem uma medida judicial para garantir seu retorno ao cargo, tentarão encontrar uma solução ''mais amigável'', através de contatos com o secretário da Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhafitg. ''Se em três dias não chegarmos a um acordo, aí sim vamos buscar nossos direitos através das medidas legais e judiciais'', explicou.
Na manhã de ontem, integrantes do Conselho Universitário estiveram reunidos para começar a definir os valores do orçamento da Unioeste para 2002. Depois de vários encontros e estudos técnicos, os conselheiros solicitaram um repasse de R$ 81 milhões para gastos com folha de pagamento, custeio e investimentos, incluindo a implantação de seis novos cursos nos cinco campi da instituição. Além desse valor, o conselho solicita mais R$ 20 milhões destinados ao Hospital Universitário.
Para Sandra Coltre, assessora do Grupo de Planejamento e Controle da Unioeste, responsável pelas finanças, é muito difícil que o governo autorize a liberação do montante apresentado na reunião. Ela lembra que para 2001 foi autorizada a liberação de R$ 29,7 milhões, valor suficiente apenas para folha de pagamento dos servidores.
Wolff observou que ''uma vez aprovado esse orçamento proposto, nos próximos anos não serão necessários recursos para novos investimentos, porque estaremos consolidados''. Ele acredita que a partir disso, a universidade terá condições de se auto-sustentar.


