Governo Lula tem avaliação positiva recorde
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Adriana Fernandes<br>Agência Estado 
Brasília - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou em abril a maior avaliação positiva desde o início do primeiro mandato, em janeiro de 2003, mostra a 92 pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem. A avaliação positiva (ótimo/bom) do governo saltou de 52,7% em fevereiro para 57,5% em abril. A avaliação negativa (ruim/péssimo) caiu de 13,7% para 11,3% e a avaliação regular caiu de 32,5% para 29,6%. O resultado superou a avaliação positiva que o governo Lula tinha em janeiro de 2003, logo após a posse do primeiro mandato - aprovação de 56,6%.
A popularidade do presidente Lula também continua em alta. A aprovação do desempenho pessoal do presidente subiu de 66,8% em fevereiro para 69,3% em abril. A desaprovação para o desempenho de Lula caiu de 28,6% para 26,1%. Esse resultado é o melhor desde janeiro de 2004, ficando atrás só dos índices de popularidade do primeiro ano de governo.
Lula lidera até a pesquisa espontânea sobre as eleições presidenciais de 2010, com 29,4% - uma mostra de que expressiva parcela da população ignora ou quer ignorar o fato de que o petista está legalmente impedido de se candidatar. No levantamento estimulado, sem o nome de Lula na lista, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) aparece como líder, com 36,4% das intenções de voto, à frente de Ciro Gomes (16,9%), do PSB, Heloísa Helena (11,7%), do PSOL, e Dilma Rousseff (6,2%), do PT.
Com exceção da simulação com a presença de Lula na lista, o tucano José Serra vence em todos os cenários em que aparece nas listas de prováveis candidatos à Presidência da República em 2010. Pela pesquisa, entretanto, Serra está diminuindo a sua vantagem em relação aos demais candidatos. Na primeira lista, com o deputado Ciro Gomes, a ex-senadora Heloísa Helena e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), a intenção de voto em Serra caiu de 38,2% em fevereiro para 36,4% em abril. Ciro Gomes (PSB) também perde votos, caindo de 18,5% para 16,9%. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) caiu de 12,8% para 11,7%. Por outro lado, Dilma subiu de 4,5% para 6,2%.
Na lista em que Geraldo Alckmin é o candidato do PSDB - é a primeira vez que ele entra na pesquisa -, Ciro Gomes sai na frente, com 23,2%; Alckmin fica com 17,2%; Heloísa Helena, com 16,3%; e Dilma Rousseff, com 7,6%. Em um eventual segundo turno, entre José Serra e Dilma Rousseff, o governador de São Paulo ganharia a eleição com 53,2%. Em um eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, o governador de Minas ganharia a eleição com 32,1%. Dilma receberia 18,3%.
O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, atribuiu o aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a alta da avaliação positiva do seu governo ao processo de crescimento econômico. Segundo ele, o fator-chave a favor de Lula e da sua administração, na pesquisa, foi a melhoria da renda mensal do trabalhador, propiciada pelo crescimento da economia.


