Governo leva desafios sociais para reunião
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domingo, 11 de janeiro de 2004
Denise Chrispim Marin<BR>Agência Estado 
Brasília O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje de manhã em Monterrey, no México, empenhado em fazer da reunião da Cúpula Extraordinária das Américas um evento concentrado estritamente no debate dos desafios sociais do Hemisfério. Ao lado de outros 33 chefes de Estado da região, Lula tentará conter as pressões dos Estados Unidos e de seus aliados em favor da menção das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) no documento final do encontro, que será assinado na terça-feira.
Antes de enfrentar esses debates, no dia 13, o presidente brasileiro terá uma reunião reservada com seu colega americano, George W. Bush, na tarde de segunda feira. Até a última sexta-feira, as dificuldades dos negociadores para chegar a um acerto sobre a exclusão da Alca do texto final indicavam que a decisão tenderá a ser tomada durante os debates entre os presidentes na Pinacoteca del Centro, em Monterrey.
A rigor, o governo brasileiro concordou com a realização da reunião de cúpula, convocada a pedido do Canadá, sob uma condição: que ela tratasse exclusivamente de temas sociais e deixasse de lado as questões comerciais. Apesar da conexão óbvia entre os dois temas, o compromisso aceito por seus pares tenderá a ser cobrado por Lula.
Fala de Lula Durante a reunião dos 34 chefes de Estado e de Governo, o presidente brasileiro será o responsável por iniciar os debates da segunda sessão, dedicado ao tema Desenvolvimento Social. No seu discurso, de cerca de dez minutos, ele deverá retomar sua idéia de criação de um fundo regional para o combate à pobreza.
Na sessão anterior, cujo tema será Crescimento Econômico com Equidade para a Redução da Pobreza, Lula deverá apresentar um breve comentário. A última sessão, que será conduzida por um representante do governo norte-americano, tratará da polêmica questão da Governabilidade Democrática na região.
À margem desses debates, Lula deverá encontrar-se também com o primeiro-ministro do Canadá, Paul Martin, que tomou posse no final do ano passado. Está prevista além dessa uma reunião reservada com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Bush, por sua vez, restringiu sua agenda de encontros bilaterais a apenas três conversas mais extensas - com Lula, Martin e o presidente do México, Vicente Fox - e a dois contatos rápidos - com os presidentes Néstor Kirchner, da Argentina, e Carlos Mesa, da Bolívia.


