Curitiba - Os servidores públicos estaduais poderão contar com um novo sistema de crédito gerido com recursos próprios do funcionalismo. A idéia é baratear os custos de financiamentos e empréstimos, permitindo que os servidores se programem e evitem cair nas mãos de financeiras e bancos privados que visam o lucro sem qualquer tipo de risco. O novo modelo de cooperativa de crédito foi apresentado ontem, na reunião semanal do secretariado, no Canal da Música.
De acordo com o secretário de Estado de Planejamento, Reinold Stephanes, a intenção é acabar com a exploração em cima dos servidores públicos, que chegaram a pagar taxas de mais de 5% ao mês de juros para ter acesso a créditos em bancos privados e financeiras. Com o novo modelo, a cooperativa passará a cobrar juros entre 1,2% e 1,8% ao mês, dependendo do modelo a ser empregado para a capitalização dos créditos da cooperativa. Os servidores que quiserem aderir ao novo modelo de crédito poderão comprar quotas, que custarão entre R$ 5,00 e R$ 50,00.
Até julho do próximo ano, a intenção é ter 200 cooperados fundadores garantindo capitalização de R$ 10 mil. No ano que vem, deverão ser feitas dez mil operações com empréstimos de até R$ 13 milhões. Em 2006, deverão estar associados cerca de 35 mil servidores, com empréstimos realizados de até R$ 56 milhões. ''Os empréstimos serão proporcionais às cotas que serão compradas pelos servidores que aderirem ao sistema de cooperativa de crédito'', declarou Stephanes.
Apenas servidores públicos estaduais ativos, inativos ou nomeados para cargos em comissão poderão fazer os empréstimos e comprar as quotas da cooperativa. O empréstimo será descontado mensalmente em folha de pagamento. Além dos recursos das quotas, a cooperativa deverá contar com a capitalização inicial feita por fundos de pensão (Copel, Sanepar, Emater, ParanáPrevidência, e Celepar) com aplicações casadas com o Banco do Brasil (BB). Os custos iniciais para o governo do Estado compor a cooperativa, de acordo com Stephanes, serão de R$ 7,5 mil.
A cooperativa terá um Conselho Diretor sem custos no primeiro ano, mas que deverá pagar em seguida um gerente e dois funcionários. O conselho inicial deverá ter custo de R$ 5 mil. ''Não precisaremos de mais funcionários porque os descontos serão em folha e os empréstimos serão feitos pela Internet'', salientou o secretário. As informações podem ser prestadas aos servidores públicos pelo e-mail [email protected]. A novidade foi anunciada ontem por conta do dia do funcionário público.
Também na reunião semanal do secretariado de ontem foi lançada a escola de governo, que tem como meta inovar nas tarefas de qualificação profissional e de gestão da máquina pública.

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