O governo liberou R$ 621,5 milhões entre 1997 e 1999 para obras consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU), segundo levantamento feito pelo deputado João Coser (PT-ES). O valor é quase três vezes maior que o total dos recursos desviados da obra do TRT de São Paulo. Coser fez o levantamento depois ter sido criticado por ter assinado emenda para o orçamento de 1997, como relator de uma subcomissão, repassando recursos para a construção do TRT.
Segundo sua assessoria, o deputado só levou em conta na pesquisa aquelas obras que tiveram julgamento definitivo no TCU e foram consideradas irregulares, sem considerar muitas outras que estiveram sob suspeita.
As leis orçamentárias dos três anos proibiam o repasse de recursos para essas obras. ‘‘Há ilegalidade e imoralidade nesses repasses’’, afirmou Coser. De um total de 72 obras consideradas irregulares nos três anos, 45 (62,5%) receberam dinheiro, mostra o levantamento de Coser. Quase 20% do total de recursos repassados para obras irregulares foram para a construção de uma ponte na BR- 158, sobre o Rio Paraná, na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. A obra recebeu R$ 119,2 milhões em 1997. (A.F.)

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