Governo irá brigar pela regra de transição
Governo irá brigar
pela regra de transição
Patrícia Zanin e Cláudia Lopes
Perdemos uma batalha, mas não a guerra. É assim que o secretário-executivo do Ministério da Previdência, José Cechin, avalia a derrota do governo na votação de anteontem do destaque da reforma que derrubou a idade mínima de aposentadoria - 60 anos para homem e 55 anos para mulher. Ele diz que o governo vai lutar para garantir na próxima semana a aprovação da regra de transição para quem já estiver no mercado de trabalho - 53 anos para homem e 48 anos para mulher.
Ele explica que, apesar de ter sido criada como medida complementar ao destaque derrubado anteontem, a regra é autônoma e continua valendo. Ela tem vida própria, garantiu ontem, em Londrina. Como caiu a idade mínima ou a restrição como regra permanente, o nome regra de transição vai ter de mudar, mas Cechin diz que, por enquanto, o governo não está preocupado com nome. Se conseguirmos garanti-la, o impacto financeiro da reforma está preservado e estará salva.
Caso seja aprovada, a regra também irá estabelecer a necessidade de o contribuinte trabalhar 20% a mais do tempo que faltar para sua aposentadoria na data da promulgação da lei. Ou seja, se faltar 20 anos para sua aposentadoria no dia da promulgação, o contribuinte terá de trabalhar 24 anos, exemplificou.
Cechin esteve em Londrina a convite da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná (ABTD/PR) e fez palestra à noite para falar sobre reforma e Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (Gfip).
Ele defendeu a aprovação do redutor de até 30% sobre as aposentadorias dos servidores públicos que recebem acima de R$ 1,2 mil, motivo de uma rebelião deflagrada esta semana pelo PPB. Para Cechin, a grita é de quem não entendeu direito a proposta. Segundo ele, 63% dos servidores públicos federais não serão afetados.





