Curitiba - O governador Requião quer o apoio dos municípios na disputa que trava com o Consórcio Dominó. O governo vem recomendando às prefeituras que não renovem os convênios com a Sanepar enquanto o acordo de acionistas estiver em vigor. Simultaneamente, a bancada aliada na Assembléia Legislativa procura uma fórmula legislativa que possa quebrar o pacto de acionistas.
Apesar do apelo do governador, poucas prefeituras no Paraná teriam condição de encampar os serviços de saneamento sem a Sanepar. A opinião é do presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Joarez Henrichs. ''Sem dúvida a maioria dos prefeitos é favorável à quebra do pacto de acionistas. Mas a questão é que são poucos os municípios que poderiam realizar esse serviço'', destaca Henrichs.
A municipalização dos serviços de saneamento não está sendo discutida apenas no Paraná. O governo federal quer transferir a responsabilidade dos governos estaduais para os municípios, como prevê a Constituição. Henrichs, porém, acredita que da forma que o projeto está sendo encaminhado, os municípios sairão perdendo.
''Eles vão fazer como vêm fazendo nos últimos anos. Fazem a lei, jogam a responsabilidade nos municípios, mas não destinam a verba para viabilizar. Tem sido assim com a educação e a saúde. Isso vai acabar engessando ainda mais os orçamentos municipais'', disse Henrichs. (R.S.)

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