Governo identifica criminosos
Agência Estado
De Brasília
Dossiê elaborado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e entregue à CPI do Narcotráfico traz os nomes de seis organizações criminosas paraguaio-brasileiras, que seriam as principais responsáveis pelo tráfico de drogas e contrabando de armas para o Brasil e transporte de reagentes químicos para os países produtores de drogas. Segundo delegados da Polícia Federal que investigam o narcotráfico, a Senad entregou uma lista de nomes de velhos conhecidos do crime organizado.
Na lista entregue pela Senad, aparece o nome do brasileiro Nilton Andrade, o Don Pepito, que estaria preso na Bolívia, mas que ainda movimentaria o tráfico de drogas e o contrabando de armas no Brasil, no Paraguai e na Bolívia. Também aparece o nome do brasileiro Fahd Jamil Georges. Ex-padeiro que ficou milionário em Ponta Porã (MS), Jamil disse a um delegado da PF em 1982 que não se envolvia em negócios ilícitos e que tinha comprado fazendas e navios para viver de renda.
Entre as organizações brasileiras ainda aparece outro grupo o chamado Cartel Japonês. É uma organização que ainda não teria sido completamente rastreada pelo serviço de inteligência do governo. O sobrenome Fuji Kita aparece nas investigações, mas a Secretaria Nacional Antidrogas prefere não revelar detalhes para evitar o comprometimento das investigações.
A lista inclui ainda nomes de traficantes paraguaios que têm presença assinalada no Brasil. São eles: Oscar Morel Quiàonez, Marcelino Colmán e Luiz González, conhecido como Gringo. Oscar Morel é traficante antigo, conhecido pela PF como um dos chefes de uma organização que tem representantes em Amambaí (MS). Colmán e Gringo estariam vivendo no Paraguai. A avaliação que se faz dentro da PF é de que alguns nomes entregues são quase mitos do tráfico de drogas no País.





