Governo garante apoio à denúncia dos usuários
Representantes da APP-Sindicato em Jacarezinho (norte pioneiro) e do próprio governo do Estado contestaram declaração do gerente de Obras e Serviços do DER, Carlos Fumio Yamamura, publicada domingo na Folha para quem a praça pedágio operada pela Econorte na BR-369, próximo à divisa com São Paulo, não está localizada fora da área de concessão. De acordo com Yamamura, a obrigação de manter o posto de cobrança a pelo menos 600 metros do marco zero da rodovia, conforme exigia o edital da concorrência pública vencida pela empresa em 1997, foi revogado por um aditivo contratual celebrado em 2002 entre o DER e a Econorte.
A professora Maria Lucia Vinha, da APP-Sindicato, disse que as entidades que compõem o movimento ''Fim do Pedágio'' esperavam um posicionamento mais ativo do DER. ''Pelo que a gente sabe, a irregularidade quanto à localização da praça nunca foi questionada na Justiça. Esperamos uma mudança nisso'', disse.
O superintendente do DER em Londrina, Wilson Bazzo, disse que Yamamura foi infeliz na declaração. ''Não temos porque defender situações desse tipo. Nossa intenção é apoiar a comunidade e questionar os contratos com as empresas''.
Apesar da convicção, Bazzo reconheceu que os seguidos reveses impostos por decisões judiciais têm impedido o governo do Paraná de reduzir as tarifas e cumprir as promessas eleitorais do governador Roberto Requião . ''A gente continua lutando contra o prejuízo dos pedágios mas estamos amarrados a decisões de instâncias superiores. Lá em cima, só temos levado porrada'', afirmou.
O secretário de Transportes, Rogério Tizzot, se colocou à disposição das entidades mas também alegou que os contratos contêm cláusulas que dificultam o questionamento jurídico. ''No caso das praças de Jacarezinho, o aditivo introduziu uma referência ao entroncamento das BRs que tenta inviabilizar a obrigação de manter os 600 metros do marco zero.''
A repercussão negativa da declaração do gerente do DER à Folha também chegou aos escalões superiores do Palácio do Iguaçu onde a ''queda de braço'' contra as empresas de pedágio é prioridadade política. Temendo as repercussões negativas, o vice-governador Orlando Pessuti ligou para a presidente da APP-Sindicato em Jacarezinho, Ana Lucia Baccon, para garantir o apoio do governo às investigações iniciadas na região.
O gerente de Obras e Serviços do DER, Carlos Fumio Yamamura, foi procurado novamente pela Folha mas disse que não iria se manifestar por orientação de superiores. (F.C.)





