Governo foi insensível na questão do IR, diz Aécio
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domingo, 16 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
Na quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, não escondia a satisfação por ter aprovado, em regime de urgência, o reajuste da tabela do Imposto de Renda, que trará algum alívio à classe média brasileira, mas desagradou ao presidente Fernando Henrique e à equipe econômica do governo. ''Sou do partido do presidente, mas sou presidente de uma casa que exige mudanças'', disse. ''O governo agiu de forma insensível nesse episódio. Fez cálculos tecnicistas, não avaliou a questão politicamente.''
Em seu quarto mandato como deputado, três vezes líder do PSDB, o neto do ex-presidente Tancredo Neves acumula sucessivas vitórias e é apresentado como candidato alternativo para o PSDB nas eleições presidenciais de 2002. Ele sorri e não descarta a possibilidade de substituir os pré-candidatos José Serra, que continua patinando nas pesquisas ou o governador Tasso Jereissati, que não deslanchou.
''Tenho ouvido muito isso por onde ando. Nada é definitivo na vida, mas meu projeto passa por Minas Gerais'', diz ele. Aécio tem a preferência da bancada do PSDB. Mais de 70 dos deputados e senadores do partido ouvidos, esta semana, pela direção tucana, gostariam que Aécio disputasse a sucessão de FHC.
Conciliador, Aécio vem ganhando simpatia nos partidos de esquerda - fala diariamente com o líder do PT, Walter Pinheiro (BA) - e de direita. Com poucas arestas, não teme uma campanha majoritária - Minas ou o Brasil. ''Meus adversários me acusam de duas coisas: ser jovem e ser feliz. O primeiro, o tempo vai resolver. O segundo, quero conservar''.


